O icebergue é aquela porção
imensa de átomos conjugados em moléculas estruturadas que não se revela até
percebermos que chocámos de frente e que isso nos vai transformar a vida. O
icebergue não se derrete e não leva a sério o aquecimento global. O icebergue é
capaz de abrigar a vida deste pinguim, atraindo-o e entorpecendo-o com o efeito
do gelo menos frio que fica para além da superfície. Na profundidade certa, o
icebergue não afunda nem faz afundar (deitar tudo a perder) porque o icebergue persiste
em flutuar na imensidão do (a)mar.
Um pinguim perdido no hemisfério oposto
Thursday, April 5, 2012
Tuesday, September 20, 2011
por debaixo da penugem
Apaixonas-te, pinguim. Não
é fácil mas deixaste-te levar pela corrente de água transparente. Estás lá,
sentes a hipotermia, sentes o arranhar das moléculas a condensar em turbilhão
junto à tua pele, por debaixo da penugem. Mais dentro de ti, sentes o coração a
bater quente, a querer expandir-se para além do razoável. Conheces quem amas,
já te encostaste a ela, já sentiste o seu calor. Queres mais disso, sentes-te
um pinguim apaixonado. És um animal, dos bons.
Sunday, September 11, 2011
and so the journey begins
Um pinguim perdido no hemisfério oposto sou eu a pretender (tentar) dar descanso ao outro blog da minha vida. Um pinguim move-se por causas estranhas, instintos e uma sabedoria ancestral, primordial, na procura de uma razão que quer sua. Este pinguim é menos pretensioso, menos arrogante, menos dedicado, mais profundo (ainda!?), menos dedicado, mais superficial, menos fútil (consegues!?), mais genial e capaz de contemplar a pureza do gelo (água no estado sólido) transformado numa superfície de cristal branco...
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